sábado, 15 de janeiro de 2011

29 de junho de 2010

[...] Depois disso fiquei com as meninas acho que das 11:30 até às 15:00. Precisei fazer isso. Eu sei que eu vou sentir saudade de almoçar com elas. Apesar de ter gastado tanto tempo, coisa que eu não faria em outras épocas, foi revelador perceber que investir em pessoas é o grande diferencial na vida. Foi excelente estar com elas e viver essa amizade de forma tão honesta e sincera. Claro que, talvez, com uma delas eu possa transcender o limite da amizade. E como eu tenho pensado nisso, ainda mais com os nossos papos de hoje. É esperar.

Este foi o úlitmo dia de aula do primeiro semestre do ano passado, e a despedida e o clima de fim de festa e de retrospectiva ficam patente no que registrei nesse dia na agenda. Foi o final de um semestre excelente, no qual aprendi, pela minha amizade com as meninas, a parte em que nos doamos e investimos tempo e recursos em relacionamentos, coisa que, em outras épocas, eu não conseguiria fazer, devido ao meu ensimesmamento.

Além disso, investir em pessoas se revelou muito mais propício do que então eu poderia imaginar, porque a possibilidade aventada nesse dia, de transcender o limite da amizade com uma das meninas, de fato, ocorreu, e essa menina era Ela. Hoje podemos viver a amizade, sim, mas também o amor.

Mas a leitora objetará a razão desta postagem, uma vez que não há referência a Ela em nenhuma das linhas em itálico acima. Não houve, cara leitora, uma referência materializada na escritura dessa página da agenda, mas fica evidente que eu pensava nEla quando escrevi o que está em negrito. Na verdade, a partir desse dia não houve um dia no qual eu não pensasse nEla.

Desde então sua imagem se apegou à minha mente, de forma constante e irreversível.

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