Almocei com as meninas novamente. E foi inevitável observar, não apenas olhar, a Ela. Eu preciso entender que eu preciso de uma referência feminina na qual me focar. Na ausência de uma, tem sido ela nestes dias. E eu não me culpo nem me envergonho por isso. Além do mais é também uma muito boa possibilidade, enfim.
Interessante notar, cara leitora, que a necessidade de uma referência feminina em minha vida, como relatado nese dia na agenda, sempre existiu, talvez em decorrência da ausência de minha mãe nos últimos 8 anos. É como se eu sempre precisasse me ater emocionalmente a alguma mulher do meu convívio, na intenção de preencher essa lacuna.
Além disso, tal observação autopsicológica vai acompanhada, na agenda, de uma referência a Ela, a quem eu denominava, a partir daqueles momentos, o meu referencial sentimental. Isso queria dizer que, mesmo de forma latente no início, todo o meu afeto seria destinado a Ela, e se alguma vez eu sonhasse com um amor ideal, esse amor se chamaria pelo seu nome e teria suas feições.
Relatei também que, a partir de então, eu não me sentia mais culpado ou envergonhado por ver-me, como relatei aqui, desfazendo-me de minha independência e voluntariando-me a me dedicar integralmente a esse sentimento. Como disse, essa era, afinal, uma muito boa possibilidade.
Hoje vivo essa possibilidade, que se tornou realidade e que tem se revelado muito melhor do que eu jamais poderia supor.
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