segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

14 de julho de 2010

Só vou dizer que fomos ao shopping. [...] A última a chegar foi Ela, e eu não pude sentir, não sei por que razão, a mesma afetuosidade da despedida na faculdade no abraço que nos demos. E havia certa expectativa. [...] Mas ruim mesmo foi a despedida que não houve como eu pensei que poderia ser. Eu queria abraçá-la, já que nos ausentamos de novo, mas não foi assim. E eu não me culpo por já ter chegado a esta instância no que parecia ser uma possibilidade bem remota. Enfim, foi bom, mas poderia ter sido melhor.

Este foi, como se pode perceber, o primeiro passeio que fizemos; quer dizer, foi a primeira vez que eu a vi fora da faculdade. Apesar de sabermos do passeio apenas um dia antes, houve tempo para que eu enchesse meu coração de expectativas de vê-la novamente. Faziam, então, catorze longos dias que não nos víamos.

Não escrevi sobre o abraço que nos demos no dia em que nos despedimos. Fora, até então, o único abraço que eu lhe havia dado em mais de dois meses de amizade. Nesse abraço pude senti-la mais perto de mim, e descobri, como que em uma revelação, que era assim, bem perto dela, que eu queria viver os restantes dias da minha vida. Ansiosamente esperei senti-lo outra vez no dia em que nos vimos no shopping, mas não houve tanta afetuosidade como houvera na despedida da faculdade. E não houve despedida nesse 14 de julho. Essa foi toda a frustração que me acometeu, a maior desde que havia em mim um sentimento por Ela.

Hoje mantenho o meu desejo de então: estar bem perto dEla e aí viver todos os restantes dias da minha vida. Felizmente, depois disso nos abraçamos outras e incontáveis vezes, desse abraço sem o qual minha paz não pode ser completa. Hoje posso estar em seus braços, fonte única do maior conforto que posso ter em todo o mundo.

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