sexta-feira, 11 de março de 2011

2 de agosto de 2010

Fiquei o resto da tarde com eles, e tive a conversa que eu queria com a L*. Como eu poderia prever, Ela nunca falou nada sobre mim pra L*. Totalmente razoável isso. No final, o que se destacou foi a impressão a respeito da imaturidade dEla no que diz respeito a relacionamentos. [...] Não sei se, mesmo assim, vale a pena pensar sobre. Não sei.

O dia relatado nesta postagem foi o primeiro dia de aulas do semestre passado. Depois de todas as impressões que construí em uma relação direta com Ela, durante o período das férias, precisei buscar uma intermediação que pudesse trazer alguma luz à dúvida que pairava sobre o meu coração: se já teria havido, durante o tempo em que convivemos até então, alguma manifestação da parte dEla, por mínima que fosse, de algum sentimento concorde com as minhas intenções. Para isso conversei com a L*, uma amiga em comum que até hoje temos. Eu esperei por essa conversa por mais de uma semana, e precisava dela para definir os rumos da situação, para saber se continuava cultivando meu sentimento ou se abria mão de tentar.

A conversa não poderia ter sido mais desanimadora. A L* me confirmou o que eu pressentia: que, apesar de eu ter acreditado em algum sentimento por parte dEla e, por isso, ter tomado as iniciativas, Ela nunca havia manifestado nada a meu respeito nesse sentido. Cogitamos a possibilidade de que Ela não tivesse se manifestado até então por inexperiência, por não ter ainda se envolvido nos trâmites do coração, e que poderia haver alguma esperança de manifestação futura, com o advento de alguma maturidade, mas mesmo isso não serviu para me reanimar completamente.

A recorrência do Não sei nas últimas frases explicita que meu sentimento estava em seus dias de mais crítica indefinição e instabilidade. As próximas postagens revelarão que indefinições e instabilidades são situações bastante efêmeras, quando já está determinado que vai acontecer.

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