domingo, 1 de maio de 2011

19 de agosto de 2010

No almoço, tudo às mil maravilhas. Falo porque Ela almoçou conosco. Depois, tive a graça de acompanhá-la de ônibus, até a Paranaíba. Fomos conversando sobre um monte de coisas. Nesse momento parei e percebi o quanto ela é linda e o quanto eu fui agraciado por conhecê-la e por poder pensar em me relacionar com ela.

Esse dia se conta entre aqueles dias diferenciados porque nele vivemos, ela e eu, uma experiência nova, que até então não havia ocorrido entre nós. E mesmo parecendo vulgar, o minimalista, essa experiência representou uma experiência a mais entre as que eu contava - e continuo contando - que nós poderíamos viver juntos. Tal experiência foi andar de ônibus com ela.

Sim, você deve dar risada ao ler isto, dizendo a si mesmo "Mas andar de ônibus? Que coisa mais comum!". Sim, andar de ônibus em si é comuníssimo, mas o que se destacou nesse dia foi a companhia dela; foi também o fato de que eu compartilhava com ela um momento corrente em nossa rotina, que até então não havíamos compartilhado. Minha alegria por tê-lo compartilhado com ela se torna patente quando se considera - como, de fato, ainda o é - que meu desejo era viver com ela tudo o que eu pudesse viver, desde as experiências mais simples até as mais excepcionais. Meu desejo era fazer parte de sua rotina, saber de sua vida, participar dela e ser importante nela.

Além disso, registrei nesse dia um momento de epifania que me ocorreu, quando, ao mirá-la detidamente, me dei conta, como que por uma iluminação divina, do quanto ela é linda, e quase não pude acreditar que era eu quem estava ali, ao seu lado, compartilhando aquele momento, sendo seu alvo de atenção - ou pelo menos a nossa conversa -. Regozijei-me interiormente por ser achado digno de estar com ela, tão linda, tão doce, tão todososbonsadjetivos... Ainda hoje me impressiono cada vez que a vejo ao meu lado, e o meu profundo desejo é viver e fazer todo o possível para que ela permaneça sempre assim, junto de mim.

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