No almoço, ah!, no almoço, Ela estava linda, diferente, mais viva, mais clara, mais próxima. [...] A gente conversou sobre um monte de coisas, e ela ter almoçado hoje foi a bênção do meu dia, precisamente hoje, que comecei o devocional de manhã. A gente ter ficado junto até a hora de elas irem embora, as palavras mutuamente dirigidas, recados de Orkut e cada detalhe, que só eu pude perceber, me fizeram vislumbrar esse momento em que a gente vai viver uma coisa grande e determinante. A paz que me ocorre, assim como a convicção, me alegram e me animam como nunca antes. Sim, ela é Ela, e nós estamos destinados a viver tudo o que eu tenho escrito aqui.
O suspiro transcrito na primeira linha desta postagem revela bem como eu me sentia ao aproximar-se o melhor momento do dia para estar com ela. Era um momento ansiosamente esperado, de uma espera que se estendia desde o fim do almoço do dia anterior até a hora do almoço do outro dia, sendo o tempo transcorrido entre esses dois momentos considerado um mero intervalo.
Nesse dia em especial eu aguardava para vê-la com uma motivação a mais. Sempre considerei fundamental manter a saúde de minha vida espiritual para poder estar com ela em igualdade de condições e para estar sensível e melhor preparado para tudo o que vivíamos. Ela sempre foi, para mim, um referencial espiritual e de caráter, e eu precisava corresponder. Por isso me referi ao devocional como um esforço meu de, apesar da pressão das tarefas do dia a dia, estar em comunhão com Deus para ter a saúde espiritual necessária à minha própria plenitude e a um relacionamento pleno com ela.
Na época dessa postagem eu já percebia uma série de eventos e de bons sinais de que nosso relacionamento estava sendo gestado, de forma muito saudável e íntegra. Assim é ele ainda hoje, saudável e pleno. Além disso, temos vivido, de fato, tudo o que está registrado na agenda, os sonhos e os planos mais bonitos que poderíamos ter. Porém, estamos destinados a viver muito mais além do que qualquer agenda poderia registrar.
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