sábado, 18 de junho de 2011

8 de setembro de 2010

Mas o melhor foi depois, mais tarde, quando comprei um cartão só pra falar com ela. Nos falamos os 40 min. Foi uma conversa muito esclarecedora, além de sincera. Agora eu posso mesmo acreditar que há algo pra acontecer entre Ela e eu. O que é preciso fazer é aprovetiar a amizade dela, sua presença e ganhar confiança, até que ela esteja segura e aquiesça.

Na ocasião dessa postagem eu contabilizava cinco (5!) dias sem vê-la, porque durante essa semana não houve aula na faculdade. A saudade já havia atingido o limite do imensurável, e beirava o insuportável, não mais porque eu podia amenizar minha falta dela, ligando para ela. Foi isso mesmo o que eu fiz.

Acredito que, nesse dia, nossa conversa chegou transpor o limiar da amizade simples, por causa de minha iniciativa. Nessa ligação fui mais claro em relação ao meu sentimento por ela e às minhas intenções sem, contudo, declarar-me abertamente. Mas qualquer pessoa minimamente perspicaz perceberia, na minha fala, a cor, o aroma e o som do amor que nascia em mim por aquela época. Ela, por seu lado, se mostrava não sei se confusa, não sei se surpreendida pela intensidade das coisas que eu lhe falava. Lembro-me que ela disse que um sentimento se constrói com o tempo e que me via como um bom amigo. Disse-lhe que sim, que éramos bons amigos, e que eu estaria sempre ali a seu lado, na condição em que nos relacionássemos -não importava-. O que eu queria era estar com ela.

Sim, é o que eu continuo desejando: estar com ela.

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