sábado, 6 de agosto de 2011

21 de setembro de 2010

Mas o melhor foi depois, quando fomos tomar refrigerante no DCE, quando ela estendeu, sugestivamente, sua mão sobre a mesa, quando a minha mão se aproximou, tímida, da dela, e a acariciou suavemente, sem alarde, e mão dela se deixou ficar e ser timidamente acariciada pela minha. Confesso que me senti meio atrevido por isso, mas a resposta foi favorável, e não há do que se queixar. Pena que não nos vimos depois...

Era para ser um dia normal, da sublime e prazerosa normalidade que poderia ser um dia meu ao lado dela. Até certo momento, não fizemos mais do que as coisas rotineiras: ter aulas, almoçar entre amigos, encontrarmo-nos para tomar refrigerante e conversar... Porém, nesse momento, uma iniciativa bastante ousada me ocorreu.

Estávamos sentados à mesa, quando ela estendeu sua mão e deixou seus dedos livres ao lado dos copos. Nunca sua pele me pareceu tão acariciável como nesse momento. Antes de ceder ao desejo de tocá-la, ponderei com ansiedade as consequências desse gesto. Se ela aceitasse, eu ganharia o mundo em alguns segundos. Se ela se recusasse ao meu toque e retirasse sua mão, eu perderia sua confiança - em outas palavras, perderia o mundo. Não sei se foi maior a minha alegria ou a minha surpresa ao tocá-la e sentir que ela aquiesceu e se deixou tocar.

Ganhei o mundo em alguns segundos, e a evocação daquele momento, durante todo o dia, me fez sentir como se eu fosse seu dono com todo o direito; afinal, eu estava cada vez mais próximo da mulher dos meus sonhos. Não faltariam muitos dias depois desse para que não só o mundo, mas todo o universo me pertencessem.

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