Mas no almoço, mais especificamente na fila do RU, me ocorreu o que me parece ser o indício mais manifesto do que eu tenho esperado: ela foi clara ao imperar que "as meninas não vão me conhecer". Nem eu quero conhecê-las, porque eu já tenho você.
[...]E na volta, ao despedirmo-nos, esse pesar de me distanciar dela mais uma vez, mais essa força que suspirou ao abraçá-la...; e mais um fim de semana indesejável que chegou.
Sem dúvidas, esse dia foi diferente de todos os que eu havia vivido até então em meu objetivo de conquistar o coração dela. Até então, me movia e me motivava à base de interpretações individuais positivas, sempre favoráveis a mim, de todos os gestos e palavras dela, ainda que estes não significassem o que eu achava que significavam. Nesse dia, ouvi dela mesma as palavras mais animadoras e motivadoras que poderia ouvir.
Estávamos na fila do restaurante. Falávamos sobre a possibilidade de eu ajudá-las em algumas atividades da faculdade, coisa que frequentemente eu fazia, por estar alguns períodos à frente delas e, além disso, por aprazer-me sua companhia. Nesse momento, uma de nossas amigas disse que havia conhecidas suas que gostariam de me conhecer, para estudarem conosco. Foi aí que Ela disse que não, que nenhuma menina queria me conhecer, que nenhuma menina deveria me conhecer... Senti nessa brincadeira algo de ciúmes de sua parte, algo que é tão seu, demonstrar ciúmes em tom de brincadeira, mas sentindo-os de fato lá no fundo. Foi a primeira vez que o senti, e foi mais do que precisei para saber que meu sentimento por ela começava a ser correspondido.
Sua mensagem não poderia ser mais clara. Ela não poderia se furtar a assumir que começava a corresponder a meus sentimentos e minhas iniciativas. Minha alegria não poderia ser mais completa. O final da história não poderia ser mais feliz: estamos juntos.
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