sexta-feira, 9 de setembro de 2011

26 de setembro de 2010

Ah!, e esqueci de dizer o que a minha vó me disse no almoço, precisamente na hora em que eu pensava nEla e na nossa conversa de ontem: "Que cara lerda é essa, Diego?" Pensei comigo: é impossível esconder o quanto esse sentimento me tem feito bem.

Algum poeta, em algum momento da história dos amores reais, fictícios ou imaginários que já houve sobre a terra, já pôde dizer que o coração tem o poder de dispor as feições de uma pessoa segundo os sentimentos cultivados nele. Um deles certamente disse que "o coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate", verdade incontestável, experimentada por todas as pessoas - tanto brutos como amantes - em sua existência.

Uma dessas pessoas fui eu. Em algum momento, distraído dos sentimentos que vinham à tona sobre minha face, descuidei-me e denunciei a mim mesmo. Nesse momento, o amor se desenhou na disposição de meus olhos, de minhas sobrancelhas e de meus lábios, arqueados verticalmente no sorriso mais feliz que eu poderia expressar. Era a felicidade de tê-la em minha vida, a felicidade de senti-la cada vez mais perto de mim, cada vez mais realizada - do sonho do qual emergira quando a conheci.

Não pude evitar. A alegria era demasiada para ser contida apenas no coração. Se, à época, disse que aquele sentimento me fazia bem, hoje posso afirmar, com toda a força das seguintes palavras, que é ele uma das principais razões de continuar a viver.

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