Cheguei na Letras e não vi Ela até depois do almoço, o que me causou notória frustração e tristeza, por pensar que eu não mais a veria. No entanto, o bom Deus me abençoou com poder estar com ela um tempinho à tarde, suficiente para saber que ela foi de vermelho para combinar comigo e que ela dorme com o elefantinho toda noite. Depois a acompanhei até o ponto. Não sei, hoje eu a senti tão mais aberta, tão mais próxima, tão mais minha; é como se estivesse muito perto de acontecer; Em todo o caso, Ela é o que de melhor me tem acontecido nos últimos meses.
Eu não o sabia, mas esta era a última semana de imprecisão, a imprecisão de não saber se meu sentimento por ela era correspondido, o que viria confirmar todas as mais verdadeiras intenções e iniciativas que eu empreendera. Isto quer dizer que, daqui a algumas postagens, o que vem sendo chamado de "relacionamento incipiente" tomaria sua primeira forma concreta.
Por hora, digo que, como talvez já se tenha dito aqui, as segundas-feiras eram os dias mais difíceis para mim. Como eu não estava na faculdade pela manhã, sempre havia o risco de não vê-la, o que fatalmente significaria desânimo e desalento para todo o restante do dia. Nesse, foi o que quase aconteceu. Graças a Deus, a quem referi na agenda, ela ainda não havia ido embora, e pude usufruir de sua presença por algumas horas.
Duas coisas coloriram esse dia e me fizeram ter a certeza de que estava tendo mais do que merecia ou do que poderia ter para aquele dia. A começar pelo que ela disse, que havia usado vermelho naquele dia para combinar com minha camiseta, e que ela dormia todas as noites com o elefantinho - sim, aquele elefantinho do qual falei aqui e que constituiu o primeiro presente que lhe dei. Saber que aquele bichinho de pelúcia - o qual eu queria ser só por um minuto, para experimentar o sono envolvido em seus lindos braços - estava tão presente em seu dia a dia e de forma tão simbólica, me deu toda a certeza de que estávamos próximos de nos unir. Bem próximos.
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