quinta-feira, 1 de setembro de 2011

25 de setembro de 2010

Mas depois ela mesma ligou pra mim, e entre algumas interrupções, nos falamos por mais de uma hora. Foi legal poder compartilhar coisas da minha família e do meu passado com Ela, coisas que eu sempre quis ter alguém com quem compartilhar. Na verdade, é maravilhoso viver a nossa relação como tá, podendo melhorar mais ainda.

Durante todo o tempo em que namorei a carência sentimental (período emocionalmente mais longo do que a própria cronologia permite), uma das coisas das quais mais senti falta foi uma pessoa - especificamente uma mulher - que fosse uma referência em minha vida no sentido de eu poder compartilhá-la da forma mais plena, com total confiança e transparência. Desejava ansiosamente ter aquela pessoa para quem eu pudesse dizer sobre meu dia, sobre minhas atividades e tarefas; desejava ter ao meu lado aquela pessoa com quem eu estabeleceria o mais forte nível de intimidade que pode haver entre dois seres humanos, e especialmente entre duas pessoas unidas por um sentimento comum.

Grande foi a minha alegria ao ir percebendo que, aos poucos, Ela ia se tornando essa pessoa. Sua presença era uma das mais recorrentes na minha vida; quando não ela mesma, sua memória, as lembranças de suas expressões e seus sorrisos, as imagens que minha mente captou de seu lindo rosto me faziam crer que ela estava mais próxima do que queria impedir nossa distância.

No fim, sabia que nossa relação estava destinada a se aperfeiçoar com o tempo. Hoje, ela é a mulher com quem reparto minha vida, com quem posso ser eu mesmo, com quem quero chegar à intimidade que nos fará uma só carne. Ela é a mulher que eu desejava - e que desejo cada dia mais, de todas as formas.

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