sexta-feira, 16 de setembro de 2011

28 de setembro de 2010

No almoço, inventei o esquema do cartão pra Ela, que mais uma vez não saiu como eu queria. Nunca suei tanto de nervosismo por isso. Mas passou, e fomos à Letras. Depois [...], fiquei sozinho com Ela uma meia hora, a meia hora da mais pura ternura e alegria. Ela pediu pra eu entregar o cartão, depois de ter lido pra ela. Foi lindo.
[...]
Estava jantando, despreocupado, quando Ela me liga, e a gente passa mais um tempo conversando. Foi lindo ela ligar, querer estar presente, falar comigo, enfim, ela é linda e me tem feito muito feliz, como todos têm percebido.

Uma das coisas que, certamente, todos os homens apaixonados e que desejam conquistar o coração de uma mulher fazem é tentar criar meios diferentes e, muitas vezes, notadamente criativos, de fazer chegar até ela algo de seu sentimento, seja por meio de uma mensagem, ou por meio de algum recurso material. Esse dia relata uma iniciativa que tomei nesse sentido.

Pensei em pedir a uma desconhecida que entregasse um cartão com palavras minhas a Ela, de modo que, a princípio, Ela não pudesse identificar de quem se tratava, e o visse depois, quando estivéssemos juntos na mesa à hora do almoço. Infelizmente, a menina a quem pedi que entregasse o cartão era uma péssima atriz e não se criou o efeito de surpresa/suspense que eu desejava. No entanto, fui presenteado quando, mais tarde, Ela me pediu para ler o cartão, e disse que preferia que eu mesmo lho entregasse. Li o cartão acentuando cada tônica, enfatizando cada palavra carinhosa que lhe ia dirigida, e todo esse momento constituiu uma verdadeira declaração do meu mais íntegro e intenso sentimento por ela.

Mais tarde, já em casa, fui presenteado novamente com o poder ouvir sua voz novamente, num momento em que geralmente não nos falávamos, e que precisamente por constituir essa novidade, foi para mim uma demostração a mais de sua retribuição em relação ao meu sentimento. Foi, por certo, um dos melhores dias que vivi com ela até então.

Disse que fui presenteado por duas vezes nesse dia, sem saber, então, que daí a poucos dias eu receberia o melhor presente, aquele pelo qual ansiava praticamente desde que a conheci.

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